Dólar atinge R$ 4,85 e recupera tendência de alta

Por Felipe Souza

Dólar atinge R$ 4,85 nesta segunda feira (25 de Abril). Os mercados globais demonstram preocupações com os impactos gerados pela nova fase de combate ao coronavírus no território chinês. Portanto elevaram os índices de juros nos Estados Unidos como uma medida de precaução.

Após uma grande queda de dólar frente ao real, que perdurou durante os últimos meses, as práticas mais agressivas do banco central dos EUA reverteram a tendência para o curto prazo. Pois nesta manhã a moeda americana subiu 0,36% batendo a marca de R$ 4,8236. Vale lembrar que na sexta feira passada o valor era de R$ 4,8061. Por isso, na sexta feira o dólar marcou o maior avanço diário desde o mês de março de 2020.

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Imagem: REUTERS/Dado Ruvic

Apesar do avanço do dólar frente ao real, a verdade é que o ano de 2022 ainda marca a queda do dólar, levando-se em conta que ele está 13% mais baixo do que seu valor inicial deste ano.

Apesar das mudanças de Juros nos Estados Unidos ter sido capaz de inverter a queda do dólar em relação ao real, ainda é cedo para afirmar que o dólar manterá uma tendência de alta, pois é preciso levar em conta o cenário geopolítico.

Dólar atinge R$ 4,85: O que está afetando os mercados?

Os mercados globais operam em queda nesta segunda feira, devido às tendências do juros mais alto nos EUA e o medo de uma possível crise sanitária na China. Portanto pode resultar em um recuo econômico. Por conta disso, muitos investidores buscam investimentos mais conservadores, reduzindo a exposição ao mercado.

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Todavia, o fato da China ser a segunda maior economia mundial, gera um impacto direto nos mercados de commodities. Levando-se em conta a dimensão da importância chinesa.

No Brasil há um cenário de conflito jurídico e político. Pois Luís Roberto Barroso supostamente teria falado que as Forças Armadas supostamente pretendiam atacar o processo eleitoral. E Bolsonaro aplicou anistia à condenação de Daniel Silveira, situação a qual agravou a queda de braço entre o poder executivo e judiciário.

Independentemente de qual poder esteja com a razão. O fato é que este cenário de embate entre os 3 poderes gera uma certa desconfiança entre os investidores, configurando um recuo nos investimentos.

Fonte: g1.globo.com
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