Como a tecnologia pode detectar notícias falsas em vídeo

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Na última década, as redes sociais tiveram um importante papel na disseminação de notícias falsas e desinformação. Neste sentido, encontrar alguma ferramenta para detectar notícias falsas e combater as fakes news que circulam na rede, passou a ser uma preocupação para agentes de todo o mundo.

Neste sentido, a situação se agravou quando novas ferramentas de edição de vídeos e fotos — com inteligência artificial — facilitam a manipulação de arquivos audiovisuais, conhecidos como deep fakes, que mesclam áudios, imagens e vídeos capazes de criar montagens que parecem reais.

Para combater esse problema, pesquisadores dos grupos K-cryptography and Information Security for Open Networks (KISON) e Communication Networks & Social Change (CNSC) da Universitat Oberta de Catalunya (UOC) lançaram um novo projeto que combaterá a disseminação de desinformação.

Para isso, a tecnologia desenvolvida utiliza inteligência artificial e técnicas de ocultação de dados, que consegue diferenciar automaticamente conteúdos multimídias originais e adulterados, ajudando a combater a disseminação de fakes news e outras informações adulteradas.

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Detectar notícias falsas (Reprodução: divulgação)

Conhecida como DISSIMILAR, a iniciativa é liderada pela UOC e consta com pesquisadores do mundo todo. Basicamente, ela possui dois objetivos: fornecer aos criadores de conteúdo ferramentas para “marcar” suas criações e oferecer aos usuários das mídias sociais uma ferramenta que consegue identificar falsificações no meio digital.

Atualmente, somente duas ferramentas contribuem para detectar fakes news: na primeira, temos sistemas automáticos baseados no aprendizado de máquina, mas ainda estão na sua fase inicial, e em segundo lugar, temos as próprias plataformas, como Twitter e Facebook, que verificam por conta própria se o conteúdo é genuíno ou falso.

Para David Megias, um dos responsáveis pelo projeto, não existe uma única forma de detectar notícias falsas, onde a detecção deve ocorrer por meio de uma combinação de ferramentas, especialmente o uso de ocultada de informações, conhecidas como marcas d’água.

Em geral, as marcas d ́’água compreendem uma série de técnicas no campo da ocultação de dados, incorporadas a informações imperceptíveis do arquivo original, sendo possível verificar facilmente um arquivo multimídias, assim como também consegue detectar notícias falsas.

Uma tecnologia que visa detectar notícias falsas de forma inovadora

Neste sentido, o projeto busca combinar o desenvolvimento de marcas d’água com a aplicação de técnicas de análise forense sobre conteúdo digital. Sendo assim, será possível usar a tecnologia de processamento de sinal para detectar as distorções de qualquer arquivo audiovisual, além de detectar notícias falsas.

Tais professores dão origem a uma série de alterações, como distorção óptica e ruídos do sensor, detectadas através de modelos de aprendizado de máquina. Assim, para detectar notícias falsas, a ideia é combinar todas essas ferramentas para obter resultados melhores dos que as soluções atuais de combater a desinformação.

Para uma melhor experiência, a DISSIMILAR procura entender como é a interação dos usuários com as notícias, além de tentar descobrir quais mídias eles utilizam. A partir disso, será mais fácil desenvolver outras ferramentas tecnológicas que permitam detectar notícias falsas e impedir a propagação de fake news.

Por fim, Megias ainda aponta que, caso os usuários aceitem a experiência, as plataformas poderão utilizar a tecnologia no futuro. Ou seja, além das ferramentas convencionais de combate a desinformação, a maioria das redes também estará equipada com tecnologia capaz de deter as notícias falsas.

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Bruno Teles
Bruno Teles

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