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Atualizado em 28/12/2019 às 14h58

Prefeitura de Santarém presta auxílio à contagem anual do pirarucu em Pixuna do Tapará

Durante a tarde desta sexta-feira (27) a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), enviou uma equipe de fiscais para acompanhar a contagem de pirarucus na região de Pixuna do Tapará. A contagem serve para auxiliar os pescadores locais no manejo sustentável da espécie e conta com a ajuda da organização não-governamental Sapopema.

Segundo Poliane Batista, bióloga da Sapopema, a comunidade de Pixuna do Tapará é uma das poucas da região do Baixo Amazonas que desenvolve esse projeto de manejo do pirarucu. “Essa espécie está cada vez mais difícil de ser encontrada no rio, por isso esse sistema de manejo desenvolvido aqui é muito importante, pois preserva essa espécie típica da Amazônia e que possui um alto valor além de ser um símbolo da cultura amazonense”, explicou.

“O setor de fiscalização ambiental tem implementado uma política de fiscalização permanente na região de várzea e por isso é importante nossa presença em situações como essa para prestar apoio as boas iniciativas como esse sistema de manejo e mostrar que a Semma está ativamente na comunidade sempre que for necessário, seja auxiliando em questões técnicas, seja combatendo crimes ambientais que possam ocorrer e que a comunidade faça a denúncia como a pesca predatória por exemplo”, esclareceu Arlen Lemos, chefe de fiscalização da Semma.

O sistema de manejo adotado nessa comunidade foi criado por um pesquisador em conjunto com pescadores de Mamirauá e validado em 2017 e quem o desenvolve, além de ter de cumprir a legislação, respeitar o período de defeso e etc. deve seguir a metodologia para uma estimativa correta do quantitativo de peixes de da espécie manejada.

Metodologia da contagem

O lago ou canal é dividido em áreas de aproximadamente um hectare e em cada área é enviado um contador (pescadores instruídos sobre a metodologia) e este deve ficar parado observando sua respectiva área por 20 minutos e anotar a quantidade de vezes que os peixes sobem a superfícies. O contador deve ter cuidado para separar o número de peixes que não são criados para o manejo dos que são, no caso de Pixuna do Tapará são os pirarucus. A contagem ocorre uma vez por ano no período de águas baixas baixas e gera uma estimativa de quantos pirarucus a comunidade pode pescar sem prejudicar a reprodução da espécie, no caso dos pirarucus 30% dos pirarucus adultos.

Na área que será feito o manejo também se constrói um ponto de observação para ajudar a manter a área segura da pesca predatória, principalmente do período de setembro à abril.

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Masih Saldanha Agência Santarém

Prefeitura de Santarém - Coordenadoria de Comunicação