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Atualizado em 18/01/2019 às 18h30

Colaboradores, pacientes e acompanhantes do HMS participam do dia D do Janeiro Branco


"Quem cuida da mente, cuida da vida". Este foi o tema da programação realizada no Hospital Municipal.

"Uma crença limitante é a de ver todo mundo doente e pensar que eu também posso adoecer. Já a crença positiva é aceitar que posso ser uma pessoa saudável mesmo diante de algumas circunstâncias", essas foram as palavras iniciais do terapeuta quântico, Diego Marques, na palestra que deu início a programação do dia D do Janeiro Branco no Hospital Municipal de Santarém (HMS). O evento ocorreu ontem, 17 de janeiro, para colaboradores, acompanhantes e pacientes. Todos puderam aprender alguns mantras, refletir e fazer uma autoanalise sobre a própria saúde mental.

Para o terapeuta, a crença é o que rege a maneira como se vê a vida e as coisas ao redor; se a crença é de otimismo, possibilita ação. Porém, se é de pessimismo, a pessoa pode ficar inerte em relação a determinados problemas. "Tudo depende da percepção diante da vida. Na prática são as crenças que implicam quais experiências você irá viver. Se permanecerão ruins ou não", alertou.

Diego desafiou os participantes da palestra a traçarem metas e se permitirem sentir as conquistas ao perceber que os objetivos foram alcançados. E é justamente partindo dessa ideia que foi escolhido o mês e a cor da campanha. Janeiro simboliza novas oportunidades no ano que se inicia e o branco é comparado com uma folha de papel em branco, onde é possível reescrever a própria história, esboçando o que queremos e vislumbrando alternativas.

Processo de recuperação

Além da palestra, foi ofertado para comunidade hospitalar sessões de massagens e ginástica laboral. Todos os leitos da Unidade receberam a visita dos voluntários do projeto Posso Ajudar acompanhados de uma psicóloga. Pacientes e acompanhantes puderam dialogar sobre saúde mental e receberam orientação de como trabalhar a mente de forma positiva no processo de recuperação da doença.

Ismael da Conceição, 38 anos, está internado há três dias. Ele conta que estava muito abalado psicologicamente. "Eu só pensava coisas ruins e que me colocavam pra baixo. Eu fui pedindo pra Deus me ajudar. Coloquei na minha mente que ia melhorar. Hoje estou bem melhor", relatou.

Alerta para doenças da mente

Pessoas que se encontram em risco quanto ao equilíbrio emocional, mental, comportamental ou nas relações com outros devem procurar ajuda de psicólogos profissionais e, em casos de maior vulnerabilidade, o acompanhamento de médicos psiquiatras.

O estresse, a ansiedade, a frustração, entre outras emoções que, quando não controladas ou gerenciadas adequadamente, podem causar depressão. Elas também podem afetar diversos outros sistemas como por exemplo, cardiológico, respiratório, gastrointestinal, dermatológico, endócrino e nervoso. A supervisora do RH e também psicóloga do HMS, Jeovania Cruz, recomendou a todos a auto-observação permanente para evitar esses males.

Dados da OMS

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão e ansiedade generalizada estão na terceira posição no ranking de doenças que mais invalidam, gerando afastamento do trabalho e do convívio social. Até 2020, a estimativa é que esta será a segunda causa de afastamento, caso não se crie mecanismos de ajuda ou mais campanhas de prevenção. A OMS diz ainda que 1 em cada 5 doentes atendidos por profissionais de saúde apresentam um ou mais transtornos mentais ou comportamentais.

Para a OMS, o estresse deve ser tratado como um problema de saúde pública. Ele é reconhecido como um problema de questão global que afeta todas as profissões e todos os trabalhadores, tanto em países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. A depressão é uma das principais causas de incapacidade em todo mundo e o suicídio é a segunda principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos.

 

Texto: Natashia Santana

Redação Agência Santarém

Prefeitura de Santarém - Coordenadoria de Comunicação