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Atualizado em 22/01/2018 às 12h33

Pesca predatória do pirarucu será combatida na região do Tapará

Prática ilegal ameaça pescadores várzea e o equilíbrio da biodiversidade.


"É geralmente entre agosto e setembro que os pescadores das comunidades da região do Tapará enfrentam os conflitos entre pessoas que usam do arrastam e bombas para a prática da pesca criminosa do pirarucu". O relato é do líder comunitário Alcinei Rodrigues, durante encontro ocorrido no sábado (20), entre a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semap), em conjunto com a Associação de Moradores de Pixuna do Tapará, Associação de Moradores de Santa Maria do Tapará, Câmara de Vereadores de Santarém, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Segundo o presidente da Associação de Moradores da Comunidade Pixuna do Tapará, Alcinei Rodrigues, a comunidade Pixuna possui aproximadamente 270 moradores e 78 famílias que desenvolvem de forma voluntária o projeto de manejo do pirarucu há aproximadamente 20 anos. "As próprias lideranças comunitárias ajudam na fiscalização dos lagos e consumo do peixe de forma sustentável, retirando a quantidade necessária do pescado no período permitido, sendo que na área a espécie é encontrada principalmente no Lago do Pixuna, Lago Novo, Paranã e Buracão", relatou o presidente.

O líder comunitário Rivelino Mota relatou que a pesca predatória tem sido um fator negativo na região. Segundo ele, nos últimos 5 anos ela tem se intensificado cada vez mais, embora a comunidade tenha feito grande esforço para combater o crime, realizando intenso trabalho de conscientização ambiental junto aos próprios comunitários. "Mas é muito difícil evitar o problema com a presença de invasores que se aproveitam da grande área sem medir as consequências dos danos ambientais. Isso só traz prejuízos à comunidade, pescar de forma predatória, o que gera outros problemas como a violência, pois existem pessoas na comunidade que já foram vítimas de arma de fogo e são ameaçadas. Agora, com a presença dos governos, nos sentimos mais seguros na busca de estratégias para conter esse mal ambiental", informou a liderança comunitária.

Saiba mais:

Após ouvir as demandas dos moradores, a secretária municipal de Meio Ambiente, Vânia Portela, destacou que o crime ambiental precisa ser combatido e, para isso, a Semma está planejando ações para a região que devem contar com o apoio indispensável da Polícia Militar para conter o problema. "É um trabalho que será em parceria com os moradores que já realizam o trabalho exemplar de proteção nos lagos e a Semma vai ajudar nas fiscalizações, a fim de combater a pesca indevida. Prática ilegal que ameaça pescadores da área de várzea e o equilíbrio da biodiversidade", ressaltou Vânia Portela.

Para identificar os envolvidos, a população pode registrar o flagrante de qualquer crime ambiental com fotos, ou vídeos, ou informar os nomes dos envolvidos por meio de denúncias à Semma, ou à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), ou no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). A identidade do cidadão será mantida em absoluto sigilo.

Júlio C. Guimarães Agência Santarém

Prefeitura de Santarém - Coordenadoria de Comunicação