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Atualizado em 15/05/2020 às 15h26

Cras fazem acompanhamento remoto com mensagens de otimismo e orientações aos idosos

Jeane de Assunção Rocha, orientadora do Cras Santana, em vídeochamada com usuária. Foto-Ascom Semtras

Desde que a pandemia do novo Coronavírus se expandiu pelo mundo, uma das principais medidas para evitar sua propagação é o isolamento social. O confinamento em casa, na maior parte do tempo, pode facilitar consequências negativas à saúde mental dos idosos. Preocupados com essas consequências, a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtras), está realizando, através dos oito Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e o Centro de Convivência do idoso (CCI), acompanhamento remoto para os quase 1000 idosos que fazem parte do serviços prestados pela Secretaria.

A secretária municipal de Trabalho e Assistência Social, Celsa Brito, seguindo as determinações da Organização Mundial da Saúde (OMS), explica que foi necessária a suspensão dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para a pessoa idosa, um dos principais grupos de risco, de acordo com as autoridades sanitárias.

Jaciara Simões, coordenadora do Cras Nova República. Foto-Ascom Semtras"Não foi uma decisão fácil, pois eles são o grupo mais presente em nossos serviços, porém foi uma medida necessária para protegê-los. Sabemos que eles sentem falta da interação social com os amigos e alguns acabam ficando depressivos ou ansiosos. Por isso, os orientadores sociais e facilitadores de esporte e arte continuam com relacionamento no grupo de WhatsApp do serviço, como um bom dia, boa tarde, vídeos com mensagens de fé, pensamento positivo, deixando de lado apenas informações sobre o Coronavírus e destacando a importância do isolamento social. Reforçamos sempre que logo estarão todos juntos novamente", disse a secretária.

Segundo a psicóloga do Cras Ribeirinho, Alinny Lobato, para combater os sintomas causados pelo distanciamento social, como alteração no apetite e peso, perda de interesse em conversar, desânimo para fazer as atividades diárias, choro sem razão aparente, estresse e raiva. Devemos observar as condições de vida do idoso, escutar suas necessidades e preocupações, se aproximar ajudando a lidar com a situação de que distanciamento social não significa solidão, que todos podem manter contato com familiares e amigos através das redes sociais e procurar ajuda profissional quando for necessário.

"O apoio familiar é essencial também para que os idosos sintam-se acolhidos e tenham qualidade de vida nesse período, diante de uma decisão de isolar para protegê-los da Covid-19", observou Alinny.

A psicóloga acrescentou que esse é o momento ideal para criar um hábito, se não tinha antes, com atividades que aumente sua autoestima, seu bem estar e sua autonomia, como cuidar de plantas, dançar, ouvir música, assistir um filme, trocar mensagens ou fazer ligações de vídeo, conversar sobre suas histórias, olhar álbuns de fotos antigas, apostar em jogos de mesa como dama e dominó, tomar sol para absorver vitamina D antes das 10h, entre outras coisas.

A ideia é procurar medidas para aliviar a angústia e a ansiedade causadas pelo confinamento, tornando esse período menos pesado, suavizando o risco de agravamento de casos de depressão e outros transtornos mentais na pessoa idosa.

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Geisa de Oliveira Agência Santarém

Prefeitura de Santarém - Coordenadoria de Comunicação