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Atualizado em 11/01/2019 às 11h04

Prefeitura distribui repelentes a gestantes para evitar contaminação pelo Aedes Aegypti


A gestação é sempre um período que inspira cuidados redobrados entre as mulheres. Com a chegada das chuvas, uma nova preocupação surge entre elas, a contaminação pelo zika vírus, transmitido pelo mosquito aedes aegypti (que também transmite a febre chikungunya e a dengue) e que pode causar microcefalia em bebês.

Pensando nesse cuidado, a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), tem disponibilizado repelentes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS's). Os repelentes são enviados pelo Ministério da Saúde e repassados ao município através da Secretaria de Saúde Pública do Estado do Pará (Sespa). O objetivo é disponibilizar um cuidado a mais para as gestantes, como forma de prevenir agravos.

Todas as gestantes que fazem o pré-natal nas UBS's santarenas recebem o repelente, que é distribuído pelo Centro de Abastecimento Farmacêutico (CAF), da Semsa, a todas as unidades. De acordo com o farmacêutico do CAF, Alexandre Ribas, cada gestante recebe até 3 frascos de repelente por mês e a duração de proteção do repelente distribuído nas unidades de saúde é de até 10 horas. "Essa é uma medida preventiva e todas as gestantes que fazem o pré-natal nas nossas UBS's devem solicitar o repelente. A intenção é evitar qualquer complicação tanto para as grávidas quanto para os bebês, durante e após a gestação", explicou o farmacêutico.

Em 2018, de acordo com dados da Divisa, foram registrados em Santarém dois casos de zyka que foram tratados no Hospital Regional do Baixo Amazonas, sendo eles mãe e o filho recém-nascido. Foi registrado ainda um caso de dengue e nenhum caso de chikungunya. 

Sobre o zika vírus
A zika é uma doença viral caracterizada pelo quadro clínico de febre, presença de manchas vermelhas na pele com coceira, olhos vermelhos sem coceira e sem secreção, dores musculares e nas articulações.

A microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o normal, que habitualmente é igual ou superior a 32 cm.
A microcefalia foi considerada uma consequência do zika vírus após o Ministério da Saúde (MS) confirmar a relação entre ele e o surto de microcefalia na região Nordeste. O Instituto Evandro Chagas, órgão do MS em Belém (PA), encaminhou o resultado de exames realizados em um bebê, nascido no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. Em amostras de sangue e tecidos, foi identificada a presença do vírus zika. A partir desse achado do bebê que veio à óbito, o Ministério da Saúde considera confirmada a relação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia.

As investigações sobre o tema continuam com a intenção de esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.

O achado reforça o chamado para uma mobilização social para conter o mosquito transmissor, o aedes aegypti, responsável pela disseminação doença. Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental. O tipo e o nível de gravidade da sequela variam em cada caso.

Dayse Lima Agência Santarém

Prefeitura de Santarém - Coordenadoria de Comunicação