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Atualizado em 11/05/2018 às 10h56

Representantes da Divisa participam de encontro sobre leptospirose em Belém

O objetivo da Prefeitura, através da Vigilância em Saúde da Semsa, é implantar um programa específico de controle de roedores no município.


Representante dos Agentes de Endemias, Valdemir Sousa e o coordenador da Divisão de Vigilância em Saúde (Divisa), João Alberto CoelhoRepresentantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), da Prefeitura de Santarém, participaram de um evento, na capital do Estado, sobre controle de roedores e combate à leptospirose. O encontro é uma promoção da Organização Panamericana de Saúde.

O encontro, que iniciou no dia 8 de maio, encerrou na quinta-feira (10), no Grand Mercure, em Belém. Santarém esteve sendo representado pelo coordenador da Divisão de Vigilância em Saúde (Divisa), João Alberto Coelho e por um representante dos Agentes de Endemias, Valdemir Sousa. Dentre os assuntos tratados estão: controle de roedores, critérios de definição de áreas de riscos de leptospirose, biologia de roedores urbanos, atividades em campo - inspeção domiciliar e em vias públicas, aplicação de rodenticidas.

Mais de 60 profissionais de saúde dos Estados do Pará, Amazonas, Rio Branco, Amapá, Rondônia e Roraima participaram do encontro, que teve por objetivo discutir melhorias das políticas públicas de combate a roedores, principal responsável pela transmissão da leptospirose, uma infecção aguda, potencialmente grave, causada por uma bactéria do gênero Leptospira. Esse microorganismo pode sobreviver indefinidamente nos rins dos animais infectados sem provocar nenhum sintoma e, no meio ambiente, por até seis meses depois de ter sido excretado pela urina.

Saiba Mais:

O contágio se dá pelo contato direto com a urina dos animais infectados ou pela exposição à água contaminada pela Leptospira, que penetra no organismo através das mucosas e da pele íntegra ou com pequenos ferimentos, e dissemina-se na corrente sanguínea. É uma doença que se não tratada de forma adequada, pode levar à morte.

Segundo dados da Divisa, Santarém registra anualmente casos de leptospirose. Em 2017 o município registrou 81 casos confirmados da doença. Este ano já foram registrados 11 casos, sendo que uma pessoa morreu vítima da doença.

O agente de endemias, Valdemir Sousa, que participou do encontro, explicou que as instruções recebidas no evento serão bastante úteis para o trabalho diário dos agentes santarenos. "Vamos implementar esses treinamentos que recebemos no encontro, com o objetivo de melhorar o monitoramento de roedores, conscientizando a população sobre os riscos da leptospirose e assim diminuir a incidência da doença em nosso município", explicou.

Para o coordenador da Divisa em Santarém, João Alberto Coelho, o evento sobre controle de roedores e combate a leptospirose foi de grande importância para novos implementos na área de combate à doença. O município, segundo ele, já conta com uma ação bastante efetiva e eficaz no combate e controle da leptospirose e, com a implantação de um programa específico de controle de roedores, esse trabalho será ainda melhor. "Participar desse evento foi de suma importância para que possamos implantar esse programa em Santarém. É um programa bastante relevante e se tudo der certo, a Prefeitura por meio da Divisa, vai conseguir implantar em Santarém. Será algo inovador, pois se trata de um programa específico, com recursos próprios provenientes no Ministério da Saúde, com toda uma logística para funcionar, com pessoal e material próprios, com monitoramento diário de roedores, tudo para diminuirmos ainda mais a incidência da leptospirose em nosso município", finalizou.

Sobre a leptospirose
Os sintomas são febre alta que começa de repente, mal-estar, dor muscular (mialgias) especialmente na panturrilha, dores de cabeça e no tórax, olhos vermelhos (hiperemia conjuntival), tosse, cansaço, calafrios, náuseas, diarreia, desidratação, exantemas (manchas vermelhas no corpo), meningite. Os sintomas aparecem até 15 dias após a pessoa ser infectada.

Em geral, a leptospirose é autolimitada, costuma evoluir bem e os sintomas regridem depois de três ou quatro dias. Entretanto, essa melhora pode ser transitória. Icterícia, hemorragias, complicações renais, torpor e coma são sinais da forma grave da doença.

Diagnóstico
Na fase inicial, a leptospirose pode ser confundida com outras doenças (dengue, gripe, malária, hepatite), porque os sintomas são parecidos. Por isso, é muito importante estabelecer o diagnóstico diferencial por meio de exames sorológicos ou pelo isolamento da bactéria em cultura no sangue.

Tratamento
Quanto antes for instituído o tratamento da leptospirose, maior será a chance de evitar a evolução para quadros mais graves da doença, que sempre requerem internação hospitalar e podem até levar à morte.

Recomendações

  • Observe as medidas básicas de higiene. Embale bem o lixo, ferva a água ou coloque algumas gotas de hipoclorito de sódio ou de água sanitária antes de beber ou cozinhar;
  • Lave bem os alimentos, especialmente frutas e verduras que serão consumidas cruas;
  • Não deixe as caixas d'água destampadas;
  • Use luvas e botas de borracha se trabalhar em ambientes que possam ser reservatórios da Leptospira;
  • O contato com água ou lama de esgoto, lagoas ou rios contaminados e terrenos baldios com a presença de ratos também podem facilitar a transmissão da leptospirose. Evite esses locais!
  • Não se automedique, se suspeitar de infecção pela bactéria da leptospirose, procure imediatamente uma Unidade de Saúde.
Dayse Lima Agência Santarém

Prefeitura de Santarém - Coordenadoria de Comunicação