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Atualizado em 09/05/2018 às 13h26

Região do Ituquí apresenta demandas em relação a pesca predatória


"Estamos no período de reprodução dos peixes na região do Ituquí, mas as comunidades estão enfrentando os arrastões em todos os lagos", é a constatação do pescador Carlos Coelho, uma das principais demandas apresentadas durante reunião realizada na manhã desta segunda-feira (7), entre Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), em conjunto com o Conselho Municipal de Pesca da Região do Ituquí e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

Carlos Coelho, que também é presidente do Conselho Municipal de Pesca do Ituquí relata que são malhadeiras que chegam a atingir entre 75 a 100 metros de profundidade, o que é proibido, conforme acordo de pesca.

Ele conta que os criminosos acabam cercando todos os lagos o que preocupa os comunitários, pois é cada vez mais escasso o estoque de peixe na área: "O Conselho já identificou os envolvidos e queremos que os órgãos ambientais possam tomar novas medidas. Eles cercam todo o lago e acabam ficando o dia todo."

A secretária Municipal de Meio Ambiente, Vânia Portela ressaltou que todos os detalhes foram recebidos e devem ser adotadas novas estratégias de operações para a área: "A equipe da Semma tem realizado trabalhos de fiscalização, a demanda é cada vez maior, estamos atuando com uma agenda de trabalhos e vamos continuar articulando juntamente com os demais órgãos ambientais e de segurança, mais medidas que possam coibir a continuidade desse crime ambiental".

No próximo dia 15 deste mês, nova reunião será realizada na sede da Colônia de Pescadores Z-20, a fim de levantar mais informações e definição de operações para a Região do Ituquí.

Júlio C. Guimarães Agência Santarém

Prefeitura de Santarém - Coordenadoria de Comunicação