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Atualizado em 05/08/2019 às 19h25

Potencial pesqueiro de Santarém e região pode chegar a 12 milhões de toneladas por ano

Avanço do pescado irá movimentar a mão-de-obra e economia da região. Foto: Ascom/SapopemaEstudo de viabilidade mostra que a produção de peixes na Região Metropolitana de Santarém – que congrega Belterra e Mojuí dos Campos – pode ultrapassar 12 milhões de toneladas por ano. Um projeto da Sociedade Cooperativa dos Aquicultores do Tapajós (Coopata) foi apresentado nesta segunda-feira (05) à cadeia da piscicultura do Grupo de Gestão Integrada para o Desenvolvimento Regional Sustentável (GGI/DRS). Além do projeto, os produtores ligados à cadeia cobraram maior empenho do Poder Público, principalmente sobre o licenciamento ambiental de ações.

De acordo com o presidente da Coopata, Divaldo Lira, o cenário para a produção de peixes é excelente, apesar dos gargalos. "O potencial do pescado na região é muito bom. Estamos avançando, dependemos muito desse olhar do governo para licenciamento e incentivo à produção de ração. Mas acredito que num momento muito próximo teremos a nossa tão sonhada fábrica de ração e vamos melhorar nosso segmento", argumenta.

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Em 2017, a Coopata, por meio de seus associados, que hoje totalizam 34, deu início a uma prospecção sobre a produção e comercialização de peixe (pirarucu e tambaqui, principalmente). A entidade possui hoje cooperados com criação coletiva em tanque (três hectares) e o objetivo é expandir esse setor.

"A Coopata está com um projeto para trazer tanques-rede para contemplar as áreas do rio Curuá-Una, Tapajós e Amazonas. Esse processo está sendo licenciado em Brasília e acredito que ainda esse ano os tanques-rede serão instalados. Se você levar em consideração que em um tanque-rede nós vamos colocar 20 mil peixes e esse peixe nós vamos tirar com dois quilos. Então imagine que teremos um tanque-rede com 40 toneladas. Serão 4 milhões de toneladas de peixes por cada 100 tanques, em um ano. É um gigantesco processo. É possível? É, estudo de viabilidade foi realizado e é viável", pondera o representante da entidade pesqueira.

A coordenadora do GGI, Rosemary Fonseca, explicou que nos próximos dias será apresentado um estudo mais amplo sobre a produção pesqueira na região e que os gargalos serão discutidos com as Secretarias Municipal e Estadual de Meio Ambiente; Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA); Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap); Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa); Ideflor-Bio, entre outras instituições.

O objetivo da reunião, segundo Rosemary, é buscar soluções céleres às questões elencadas pelos produtores, principalmente no âmbito do licenciamento, considerado um dos grandes entraves ao desenvolvimento de projetos na área.


 

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Samuel Alvarenga Agência Santarém

Prefeitura de Santarém - Coordenadoria de Comunicação