Notícias

Atualizado em 24/01/2019 às 14h19

Janeiro roxo: UBS’s devem intensificar busca ativa de novos casos de Hanseníase


Com o tema "Hanseníase: Identificou. Tratou. Curou", a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), abriu hoje (24) pela manhã, no auditório da Universidade do Estado do Pará (Uepa), a campanha Janeiro Roxo de Prevenção e Controle para a Eliminação da Hanseníase em Santarém. A programação continua até o dia 01 de fevereiro de 2019.

A abertura da campanha iniciou com uma palestra proferida pela dermatologista Dra. Francimary Leão e contou com a participação de diversos profissionais da atenção básica que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS's) do município. O objetivo foi promover uma atualização aos profissionais de saúde, dando enfoque ao diagnóstico precoce e prevenção de incapacidades físicas que podem ser ocasionadas pela hanseníase.

"O objetivo da Campanha também é alertar a população sobre sinais e sintomas da doença, estimular a procura pelos serviços de saúde e mobilizar profissionais de saúde na busca ativa de casos, favorecendo assim o diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a prevenção das incapacidades que a doença pode causar", informou a coordenadora municipal do Programa de Combate à Hanseníase da Semsa, enfermeira Tayanne Matos.

Ela explicou que no período de 25 de janeiro à 01 de fevereiro, ainda como parte da programação, será realizada a semana de intensificação de busca ativa de casos suspeitos e contatos intradomiciliares em todas as UBS's santarenas. "No decorrer destes dias, as buscas de casos suspeitos e exames de contatos intradomiciliares deverão ser intensificadas, e os casos suspeitos encaminhados as UBS's para avaliação e definição do diagnóstico", concluiu a coordenadora.

Para a enfermeira da UBS Santo André, Cláudia Lira, o trabalho de busca ativa é muito importante e ter a sensibilidade para saber identificar os casos é crucial para um tratamento eficaz. "A gente recebe essa capacitação e repassa aos nossos agentes comunitários de saúde para que eles estejam aptos a identificar os casos. Pessoas que apresentem manchas hipocrômicas, ou seja, manchas na pele que são mais claras que o próprio tom da pele do indivíduo ou ainda manchas acinzentadas, elas são encaminhadas ao serviço de saúde para que sejam avaliadas pelo médico. Após o diagnóstico, o paciente inicia o tratamento que é disponibilizado gratuitamente na rede pública de saúde", explicou a enfermeira.

O que é a Hanseníase:
A hanseníase, antigamente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, tendo sido identificada no ano de 1873 pelo cientista Armauer Hansen. É uma das doenças mais antigas, com registro de casos há mais de 4000 anos, na China, Egito e Índia. A doença tem cura, mas, se não tratada, pode deixar sequelas, causando incapacidades e/ou deformidades. Atualmente, os países com maior detecção de casos são os menos desenvolvidos ou com superpopulação.

Transmissão:
A transmissão do M. leprae se dá por meio de convivência muito próxima e prolongada com o doente da forma transmissora, chamada multibacilar, que não se encontra em tratamento, por contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz. Tocar a pele do paciente não transmite a hanseníase. Cerca de 90% da população têm defesa contra a doença. O período de incubação (tempo entre a aquisição da doença e da manifestação dos sintomas) varia de seis meses a cinco anos. A maneira como ela se manifesta varia de acordo com a genética de cada pessoa.

Diagnóstico:
A suspeição da hanseníase é feita pela equipe de saúde e pelo próprio paciente. O diagnóstico é feito pelo médico e envolve a avaliação clínica dermatoneurológica do paciente, por meio de testes de sensibilidade, palpação de nervos, avaliação da força motora, etc. Se necessário, será feita a baciloscopia, que corresponde à coleta da serosidade cutânea, colhida em orelhas, cotovelos e da lesão de pele, e ainda pode ser realizada biópsia da lesão ou de uma área suspeita.

Tratamento:
O tratamento é gratuito e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Varia de seis meses a um ano, podendo ser prorrogado ou feita a substituição da medicação em casos especiais. O tratamento é eficaz e cura. Os medicamentos usados são: rifampicina e dapsona que devem ser tomados todos os dias em casa e uma vez por mês nas unidades de saúde. Após a primeira dose da medicação não há mais risco de transmissão durante o tratamento e o paciente pode conviver em meio à sociedade. Muito importante é que o paciente assuma o compromisso de comparecer as consultas agendas pela equipe de saúde e que tome adequadamente os medicamentos disponibilizados a ele e que devem ser administrados em seu domicílio.

Série histórica de Hanseníase em Santarém:

 

Confira a programação do Janeiro Roxo, em Santarém:
Data: 24/01/2019
Hora: 08h30 às 11h
Local: Auditório da UEPA (Av. Plácido de Castro, esquina com Clementino de Assis, Bairro: Aparecida)
Atividade: Atualização para profissionais de saúde, dando enfoque ao diagnóstico precoce e prevenção de incapacidades físicas em hanseníase.

Data: 25/01/2019 à 01/02/19
Hora: 08h às 14h
Local: Unidades Básicas de Saúde
Atividade: ESF/EACS (equipes de saúde da família/equipes de agentes comunitários de saúde) - Intensificação de busca ativa de casos suspeitos e contatos intradomiciliares em todas as unidades de saúde do município.

Dayse Lima Agência Santarém

Prefeitura de Santarém - Coordenadoria de Comunicação