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Atualizado em 18/12/2018 às 19h40

Projeto Quelônios nas Águas é sinalizado com placas ambientais pela Semma


"A iniciativa estima que em fevereiro de 2019 sejam soltos aproximadamente 800 filhotes"

 

É a partir de setembro de cada ano que os moradores de Correio do Tapará ficam atentos à desova de quelônios no Lago Kuriquara. A preocupação é por conta dos invasores para a não captura das espécies. Observando essa demanda, a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), realizou a instalação de placas ambientais na comunidade na manhã desta terça-feira (18).

João Mário dos Santos, presidente da Associação de Moradores de Correio do Tapará, é uma das lideranças comunitárias que há mais de 5 anos luta pela preservação dos quelônios. Ele, juntamente com os comunitários, desenvolve o Projeto Quelônios nas Águas.

"A iniciativa passou a ter nome de 2012 para cá. Antes, já realizávamos a ação há uns 4 anos. Mas, oficialmente, foi a partir de 2012 que começamos o trabalho de conscientização das famílias", informou João Santos.

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Vânia Portela, secretária de Meio Ambiente, lembrou que a instalação das placas faz parte de uma série de ações na região de várzea em combate à pesca predatória. Segundo ela, ao longo das operações da Semma já foram realizados resgates de quelônios, malhadeiras e dentre outros materiais.

"São 70 quilômetros de área para fiscalizar, nossa equipe é pequena, os deságios são grandes, mas temos avançado. A pedido da comunidade, viemos fortalecer as intervenções de fiscalização com o apoio de todos", disse Vânia Portela.

Durante o encontro, participaram a coordenadora do Instituto de Pesquisa da Amazônia/Baixo Amazonas (Ipam/BAM), Alcilene Cardoso, e representando a Câmara de Santarém, o vereador Alaércio Cardoso.

É estimado que 800 filhotes de quelônios sejam soltos. A previsão de soltura é para fevereiro de 2019.

Quelônios nas Águas

O projeto, de iniciativa dos moradores da comunidade, é desenvolvido desde 2012 e tem como finalidade contribuir com a preservação de quelônios na região. A busca pela perpetuação desses animais iniciou após os comunitários observarem a diminuição das espécies nos rios e lagos da localidade.

Desde a primeira soltura já foram reintegrados à natureza cerca de 8 mil quelônios. A desova geralmente inicia no mês de setembro, então são retirados os ovos das praias e transpassados para tabuleiros artificiais para protegê-los da ação de pássaros e do homem.

Cada ovo recebe uma identificação com número e data da retirada. Por volta do mês de dezembro começam nascer os filhotes, então são transportados para um tanque e em fevereiro ou março do ano seguinte é feita a soltura nos rios e lagos que banham a comunidade

Crime ambiental

A Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/98 prevê que quem matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização dos órgãos ambientais, receberá multa no valor R$ 5 mil por unidade de animal pego com o criminoso.

Denuncie

As denúncias podem ser feitas a qualquer órgão ambiental ou de segurança, segundo a Lei Federal Nº 140. À Semma, o cidadão pode se dirigir até a sede do órgão ambiental, situada na Av. Silva Jardim, nº 370, bairro Aldeia. Ou ligar para (93) 3522 5452, em horário comercial. A identidade do cidadão será mantida em absoluto sigilo.

Júlio C. Guimarães Agência Santarém

Prefeitura de Santarém - Coordenadoria de Comunicação