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Atualizado em 31/08/2018 às 16h14

Apresentados primeiros resultados dos estudos de recuperação do igarapé do Urumarí

Foto: Júlio César Guimarães
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Secretária Vânia Portela: integração com moradores e conscientização.
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Lucinewton Moura: cuidar de nossos igarapés.

"Ocupação desordenada é o principal fator para os problemas ambientais ao longo do curso d'agua"

O Projeto de Ações Integradas de Qualidade Socioambiental do Igarapé do Urumarí apresentou na manhã desta sexta-feira (31) os primeiros resultados dos estudos para recuperação da área. A iniciativa é da Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), e Fundo de Integração da Amazônia (Fiam) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

Em junho de 2017 foi realizada a assinatura do contrato que deu início aos estudos que vão apontar os problemas ambientais e as ações a serem tomadas para recuperação do manancial.

Segundo um dos coordenadores das pesquisas, Prof. Dr. em Engenharia Química Lucinewton Moura, ao longo de um ano de estudos a ocupação desordenada ao longo do curso d'agua é o principal fator para os problemas ambientais. Ele explicou que as moradias no local, considerado como Área de Preservação Permanente (APP), têm causado desmatamentos e, consequentemente, o assoreamento.

"A água é um recurso natural precioso no planeta. Somos abençoados por estar numa região onde temos o maior aquífero do mundo, mas isso não quer dizer que não devemos nos preocupar. Apesar de ser renovável, ela pode se esgotar. Precisamos ter políticas de ações públicas para proteger. O passo número um é conscientizar", alertou Lucinewton Moura.

A secretária Municipal de Meio Ambiente, Vânia Portela, destacou que, apesar da gestão dos recursos hídricos não ser do município, a Semma firmou termo de contrato com o Estado para a realização dos trabalhos no Urumarí. Segundo ela, é um estudo que compreende 9 quilômetros dessa microbacia que inicia na Área de Preservação Ambiental Saubal (APA Saubal), no bairro Vigia, e se estende até o bairro Área Verde, onde o igarapé desagua.

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"Entendemos da importância do município abraçar esse projeto apresentado pela Ufopa. Já foram realizadas atividades de educação ambiental junto aos moradores, mas é necessário que o estudo precise ser mais aprofundado e é a partir daí que a Secretaria vai tomar os próximos passos", afirmou Vânia Portela.

A pesquisa será realizada durante 36 meses quando ocorrerá o trabalho de diagnóstico, análises laboratoriais, pesquisas de campo, identificação de áreas ocupadas, verificar como estão as matas impactadas e bioindicadores que dentro das suas linhas de pesquisas vão poder identificar as ações a serem implementadas.

Júlio C. Guimarães Agência Santarém

Prefeitura de Santarém - Coordenadoria de Comunicação