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Atualizado em 29/01/2018 às 9h19

Processo da queima de pequenas réplicas garante firmeza nas peças de cerâmica


A tarde do último domingo (28) foi para agregar mais conhecimentos ao grupo da capacitação Arte da Cerâmica Tapajônica, uma parceria da Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc) e artesãos das áreas rural e urbana. A terceira etapa do treinamento, orientada por Elves Costapelo, facilitador e mestre ceramista demonstrou a necessidade e importância do processo de queima das peças produzidas com argila, - matéria-prima conhecida como barro -  para evitar infiltrações ou rachaduras em clima úmido. Os 12 participantes, entre eles artesãos e pessoas com prévio conhecimento na  arte em cerâmica, aprenderam na prática.

"O processo da queimação das peças produzidas e feito dentro de um forno próprio e aqui improvisamos usando tijolos e uma peça de zinco na base inferior. Nele colocamos todas as peças, fechamos com uma segunda peça de zinco, bloqueando qualquer saída de ar, para aquecer mais rápido", seguiu explicando. "O fogo é feito com resíduos de madeira das serrarias e ateado em baixo do forno. A duração da queima é de 6 a 10 horas. Cumprido o tempo, retiramos as peças para esfriar e depois, se necessário, ser pintada", detalhou o ceramista.

O resultado superou a expectativa do grupo, que produziu 75 réplicas em miniaturas da cerâmica tapajônica. A previsão de pintura das peças é para terça-feira (30) e a exposição será na segunda semana de fevereiro nas dependências do Centro Cultural João Fona. 

Alciane Ayres Agência Santarém

Prefeitura de Santarém - Coordenadoria de Comunicação